A escoliose na Síndrome de Marfan: um desafio clínico
A escoliose associada à Síndrome de Marfan representa um desafio particular para o especialista em coluna. Diferentemente da escoliose idiopática comum, essa deformidade tende a ser mais rígida, frequentemente apresenta curvas duplas e possui um potencial de progressão muito mais rápido, especialmente durante os períodos de crescimento acelerado.
Essa evolução agressiva está diretamente relacionada à frouxidão ligamentar característica do Marfan, à fragilidade do tecido conjuntivo e às alterações estruturais das vértebras. Como consequência, a coluna perde estabilidade de forma precoce, tornando o controle da curvatura mais difícil apenas com medidas conservadoras, como o uso de coletes.
Além disso, a escoliose no Marfan costuma responder menos eficazmente ao tratamento ortopédico tradicional, o que exige vigilância mais frequente, exames de imagem regulares e decisões terapêuticas antecipadas. Em muitos casos, a indicação cirúrgica ocorre com ângulos menores do que na escoliose idiopática, justamente para evitar deformidades severas e de difícil correção no futuro.
Por esses motivos, o acompanhamento deve ser feito por um especialista em deformidades complexas da coluna, como o Dr. Denis Sakai, com experiência no manejo específico de pacientes com síndrome de Marfan, desde o diagnóstico precoce até o planejamento cirúrgico quando necessário.