A Hérnia de Disco não precisa ser sinônimo de limitação ou de uma grande cirurgia aberta. Hoje, a maioria dos casos é tratada de forma conservadora e, quando a cirurgia se torna necessária, contamos com técnicas minimamente invasivas que permitem ao paciente caminhar no mesmo dia e retomar suas atividades com mais rapidez e segurança.

Segunda opinião para Cirurgia de Hérnia de Disco

Por que a Hérnia de Disco acontece?

A hérnia de disco surge a partir do desgaste natural do disco intervertebral, estrutura que funciona como um amortecedor entre as vértebras. Com o tempo, microtraumas repetitivos, envelhecimento ou sobrecarga mecânica podem enfraquecer o anel fibroso, camada externa do disco.

Quando isso acontece, o núcleo pulposo, material gelatinoso interno, pode se deslocar para fora, comprimindo raízes nervosas próximas. Dependendo do grau desse deslocamento, classificamos a alteração como abaulamento (quando o disco apenas se projeta), protrusão (quando há saída parcial do núcleo) ou hérnia extrusa, forma mais avançada, em que o material discal extravasa de maneira mais significativa.

Diferenças: Hérnia lombar vs. Hérnia cervical

Os sintomas da hérnia de disco variam conforme a região da coluna acometida. A hérnia lombar é a mais comum e costuma causar dor ciática, caracterizada por dor que irradia da região lombar para o glúteo, coxa e perna, podendo vir acompanhada de formigamento, dormência ou fraqueza nos pés.

Já a hérnia cervical afeta a região do pescoço e provoca dor que se irradia para os ombros, braços ou mãos, além de formigamento e perda de força. Em ambos os casos, a compressão nervosa é o principal fator responsável pelos sintomas e deve ser avaliada com atenção para evitar déficits neurológicos permanentes.

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Cirurgia moderna de hérnia: microdiscectomia e endoscopia

A cirurgia de hérnia de disco evoluiu significativamente nas últimas décadas. A microdiscectomia já representa um avanço importante em relação às cirurgias abertas, utilizando incisões menores e microscópio cirúrgico para maior precisão.

Um passo ainda mais avançado é a cirurgia endoscópica da coluna, realizada por meio de um portal milimétrico, com auxílio de uma câmera de alta definição. Essa técnica permite acessar a hérnia com mínimo dano aos músculos e tecidos ao redor, resultando em menos dor pós-operatória, menor risco de complicações e alta hospitalar precoce.

Técnicas cirúrgicas: diferentes abordagens para tratar hérnias

As técnicas cirúrgicas na hérnia de disco cervical podem variar, incluindo:

  • Discectomia anterior: Acesso pela frente do pescoço para remover a hérnia e aliviar a pressão nos nervos.
  • Discectomia posterior: Acesso pela parte de trás do pescoço para remover a hérnia e descomprimir os nervos.
  • Substituição de disco: Substituição do disco danificado por um dispositivo artificial para manter a mobilidade.

Na cirurgia de hérnia de disco lombar, dependendo da técnica cirúrgica e da gravidade da hérnia, pode ser necessária a realização de uma fusão espinhal para estabilizar a coluna. A incisão é então fechada e o paciente é levado para a recuperação pós-operatória.

A escolha da técnica depende do tipo de hérnia, da localização, dos sintomas e do perfil do paciente, sendo fundamental a avaliação por um especialista experiente, como o Dr. Denis Sakai.

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Perguntas frequentes sobre Hérnia de Disco (FAQ)

Com técnicas modernas, a alta ocorre no mesmo dia ou em até 24 horas. Atividades leves são retomadas em cerca de uma semana, e esportes de impacto após aproximadamente 3 meses.

Sim. Em até 90% dos casos, o próprio organismo pode reabsorver o material herniado ao longo do tempo, o que explica por que nem toda hérnia exige cirurgia imediata.

Na Síndrome da Cauda Equina, caracterizada por perda súbita de força nas duas pernas, anestesia na região genital e perda do controle urinário ou fecal. Nesses casos, a cirurgia deve ser imediata.

Não substitui, mas é uma excelente ferramenta para controlar a dor aguda, permitindo fisioterapia e, muitas vezes, evitando a necessidade de cirurgia definitiva.

O diagnóstico correto e a escolha do tratamento mais adequado são essenciais para evitar cronificação da dor e limitações funcionais.