Quando falamos em escoliose infantil, estamos tratando de um tema que exige atenção desde cedo. Essa condição da coluna pode aparecer já nos primeiros anos de vida e, quanto mais cedo for identificada, melhores são as chances de controle e tratamento adequado.

A escoliose não é apenas uma questão de postura. No caso das crianças, pode estar relacionada a fatores congênitos, neuromusculares ou mesmo surgir sem uma causa definida, como é o caso das escolioses idiopáticas. A boa notícia é que o diagnóstico precoce faz toda a diferença.Neste conteúdo, vamos conversar sobre os principais sinais, causas, exames e abordagens que envolvem a escoliose infantil. Tudo explicado de forma clara, direta e com foco no que realmente importa: a saúde da criança.

O que é escoliose infantil?

A escoliose infantil é uma curvatura anormal da coluna vertebral que se desenvolve em crianças com até 10 anos de idade. Essa curvatura ocorre no plano lateral, ou seja, a coluna desvia para os lados, criando um formato de “C” ou “S”.

Diferente da escoliose do adolescente, que costuma surgir perto da puberdade, a escoliose infantil pode ser detectada ainda nos primeiros anos de vida. Por isso, é comum que pais, professores e pediatras sejam os primeiros a perceber que “algo está diferente” na postura da criança.

Existem três principais tipos de escoliose na infância:

  • Escoliose infantil idiopática: sem causa definida, aparece entre o nascimento e os 3 anos.
  • Escoliose juvenil: aparece entre os 4 e 10 anos, também com causa desconhecida.
  • Escoliose congênita ou neuromuscular: associada a malformações ou outras condições clínicas. 

Em qualquer um dos casos, a evolução da curvatura precisa ser monitorada de perto, já que o corpo da criança ainda está em desenvolvimento.

Principais sinais de escoliose infantil

Na fase infantil, os sinais da escoliose podem passar despercebidos em um primeiro momento. Mas existem alguns pontos de atenção que os pais e cuidadores devem observar.

Entre os sinais mais comuns de escoliose infantil, estão:

  • Ombros em alturas diferentes.
  • Um lado das costelas mais proeminente que o outro.
  • Quadril desalinhado.
  • Inclinação do tronco para um dos lados.
  • Assimetria na cintura.
  • Dificuldade para vestir roupas que “caem tortas”.
  • Postura curvada ao ficar em pé.

É importante lembrar que nem todo desvio na coluna é escoliose. Por isso, o diagnóstico definitivo deve ser feito por um especialista em coluna, com base em exames clínicos e de imagem.

Como é feito o diagnóstico da escoliose infantil

O primeiro passo para diagnosticar a escoliose infantil é a consulta médica. O ortopedista especialista em coluna vai realizar uma avaliação física completa, observando a simetria corporal e a flexibilidade da criança.

O exame mais comum para confirmar a escoliose é a radiografia da coluna vertebral em pé, que permite visualizar o grau da curvatura. Esse grau é medido pelo método de Cobb, e quanto maior o número, mais severa é a curvatura.

Em alguns casos, podem ser solicitadas tomografias, ressonâncias magnéticas ou exames neurológicos, principalmente quando há suspeita de alterações congênitas ou outras condições associadas.

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O tratamento da escoliose infantil varia conforme o caso

Não existe um único caminho para tratar a escoliose infantil. A escolha vai depender da idade da criança, do tipo de escoliose, do grau da curvatura e da velocidade com que ela está progredindo.

Abaixo, os principais tipos de abordagem:

Acompanhamento clínico

Nos casos mais leves e sem progressão significativa, o acompanhamento periódico é suficiente. O especialista realiza exames regulares para acompanhar a curvatura ao longo do tempo.

Fisioterapia e exercícios posturais

Alguns tipos de escoliose podem se beneficiar de exercícios específicos. Embora a fisioterapia isoladamente não corrija a curvatura, ela pode ajudar no controle da dor e na melhora do alinhamento postural.

Uso de coletes ortopédicos

Quando a curvatura ultrapassa certos graus ou está em progressão, o colete pode ser indicado. Ele ajuda a estabilizar a coluna durante o crescimento e evita o agravamento da curva.

O uso do colete exige disciplina e orientação adequada. Existem diferentes modelos, e o mais comum é o colete de Boston, que precisa ser usado por várias horas ao dia, dependendo da recomendação médica.

Cirurgia

A cirurgia para escoliose infantil é indicada apenas em casos mais graves ou quando as curvaturas ultrapassam o limite seguro de 45 a 50 graus e continuam avançando. Em crianças menores, é comum o uso de técnicas especiais com hastes de crescimento que são ajustadas conforme a criança se desenvolve.

Escoliose infantil idiopática: quando não há causa aparente

A escoliose infantil idiopática é aquela que aparece sem uma causa identificável. É mais comum entre crianças de até 3 anos e pode se apresentar de forma leve ou com progressão rápida.

Esse tipo de escoliose exige atenção redobrada porque pode evoluir com o crescimento da criança. Em alguns casos, a curvatura regride espontaneamente, especialmente nas formas mais leves. Em outros, o acompanhamento rigoroso é essencial para evitar a progressão.

Mesmo sem sintomas intensos, é fundamental manter o monitoramento periódico, pois a ausência de dor não significa que a curva não está avançando.

O papel da família no tratamento da escoliose infantil

O sucesso do tratamento da escoliose infantil vai muito além das consultas e dos exames. O envolvimento da família é peça-chave em todas as etapas.

Quando o uso do colete é necessário, por exemplo, é natural que a criança se sinta desconfortável ou resistente. Cabe à família oferecer suporte emocional, ajudar na adaptação e reforçar a importância de seguir as orientações médicas.

Além disso, pais e cuidadores devem observar mudanças na postura, comportamento e movimentação da criança. Qualquer alteração pode indicar que a curvatura está progredindo e precisa de reavaliação.

A importância do diagnóstico precoce

Quanto mais cedo a escoliose infantil for diagnosticada, maiores são as chances de evitar complicações. O tratamento iniciado no momento certo pode:

  • Reduzir a necessidade de cirurgia.
  • Melhorar a qualidade de vida.
  • Corrigir ou controlar a curvatura.
  • Evitar dores e limitações na vida adulta.

Por isso, é essencial que pediatras, educadores físicos e familiares estejam atentos a qualquer assimetria na coluna ou no corpo da criança.

Quando procurar um especialista?

Você não precisa esperar os sintomas piorarem. Sempre que notar um desalinhamento na postura da criança, roupas que ficam tortas ou diferenças visíveis entre os lados do corpo, vale agendar uma avaliação com um ortopedista especializado em coluna.

Um diagnóstico preciso e bem conduzido é o primeiro passo para garantir que a criança cresça com qualidade de vida e com a coluna saudável.

Vamos conversar?

Na clínica do Dr. Denis Sakai, o atendimento é individualizado e com foco total na saúde da criança. Nossa equipe está preparada para avaliar, diagnosticar e tratar a escoliose infantil com o cuidado que cada paciente merece, desde o primeiro sinal até o acompanhamento completo.

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