A decisão por uma cirurgia de coluna é um passo importante na busca por qualidade de vida. Com o uso de tecnologias avançadas e técnicas modernas, a Cirurgia de Escoliose hoje é um procedimento seguro, focado na correção da deformidade, na rápida recuperação e na preservação da mobilidade do paciente.

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Quando a Cirurgia de Escoliose é realmente necessária?

A consideração da cirurgia de escoliose leva em conta vários fatores importantes. Entre eles estão o grau da curvatura, se a curvatura traz riscos para órgãos internos, se ela causa desconforto ou outros desafios e se tratamentos não cirúrgicos já foram tentados, mas não tiveram respostas adequadas. 

A decisão de realizar a cirurgia também deve ser baseada em fatores como a idade do paciente, o impacto no estilo de vida e o potencial de progressão da curvatura.

O grau da curvatura é um dos principais critérios. Curvaturas acima de 45 a 50 graus são geralmente consideradas para cirurgia, especialmente se houver uma progressão rápida. 

Curvaturas severas podem causar deformidades torácicas que impactam a função pulmonar e cardíaca, tornando a cirurgia não apenas uma questão de correção estética, mas também de saúde geral.

O desconforto e a dor causados pela escoliose são outros fatores críticos. Se a curvatura causa dor significativa ou limitações funcionais que afetam a qualidade de vida do paciente, a cirurgia pode ser a melhor opção para aliviar esses sintomas e permitir uma vida mais ativa e confortável.

Uma perspectiva multidisciplinar é frequentemente necessária. Isso envolve especialistas em ortopedia, fisioterapeutas e, às vezes, psicólogos para determinar o melhor curso de ação.

O papel dos fisioterapeutas é crucial na preparação pré-operatória e na reabilitação pós-operatória. Exercícios específicos podem fortalecer os músculos e melhorar a mobilidade, preparando o paciente para a cirurgia e ajudando na recuperação.

O profissional da psicologia, nesse caso, pode trazer contribuições significativas para ajudar o paciente com questões de autoestima. Ele também ajuda a entender e considerar a vontade do paciente sobre a cirurgia, ou mesmo dando apoio emocional quando a operação é recomendada. 

Afinal, um procedimento cirúrgico pode trazer vários sentimentos, como ansiedade e medo. A psicoterapia pode ser essencial para ajudar o paciente a enfrentar esses sentimentos, proporcionando um espaço seguro para expressar preocupações e aprender técnicas de enfrentamento.

Além disso, a decisão de realizar a cirurgia deve ser baseada no impacto no estilo de vida do paciente. Pacientes ativos que encontram suas atividades diárias limitadas pela escoliose podem se beneficiar significativamente da cirurgia. 

A possibilidade de melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida é um fator importante a ser considerado. O potencial de progressão da curvatura também é um fator determinante. Em crianças e adolescentes que ainda estão em fase de crescimento, a escoliose pode progredir rapidamente. A intervenção cirúrgica pode ser necessária para prevenir uma deformidade mais severa no futuro.

Modalidades não cirúrgicas de tratamento da escoliose

Os tipos de tratamento não cirúrgicos incluem, por exemplo:

  • Fisioterapia: Focada em fortalecer os músculos ao redor da coluna, a fisioterapia pode ajudar a cuidar da postura, evitar complicações e lidar melhor com a escoliose;
  • Órteses e coletes: O uso de um colete é comum em casos de escoliose em fase de crescimento. Esse tipo de dispositivo visa ajudar a controlar a progressão da curva, aplicando pressão direcionada para corrigir a postura.
  • Exercícios específicos: Certos exercícios, como os de Pilates e yoga supervisionados e orientados por um profissional qualificado, podem ser recomendados pelo médico para fortalecer a região central do corpo e contribuir para a estabilidade da coluna;
  • Monitoramento regular: O monitoramento regular é indicado em casos de tratamento cirúrgicos e não cirúrgicos para garantir que a condição esteja sendo gerenciada adequadamente em cada caso.

Técnicas cirúrgicas

Existem várias abordagens minimamente invasivas disponíveis para o tratamento da escoliose, cada uma com características específicas. 

A escolha da técnica depende da gravidade da curvatura, da idade do paciente e de outros fatores médicos. Vamos explorar algumas das mais utilizadas.

Toracoscopia vídeo-assistida

A cirurgia toracoscópica assistida por vídeo é uma técnica que utiliza uma pequena câmera inserida no tórax do paciente para permitir uma visão clara da coluna. 

Com o auxílio da câmera, o cirurgião pode realizar a correção da escoliose através de pequenas incisões, sem a necessidade de uma grande abertura na pele.

Essa técnica é especialmente útil em casos de escoliose torácica, onde a curvatura se localiza na parte superior da coluna. 

Os benefícios incluem menor tempo de internação hospitalar, menos dor no pós-operatório e recuperação mais rápida em comparação à cirurgia tradicional.

Cirurgia de fusão minimamente invasiva

A cirurgia de fusão minimamente invasiva envolve a fusão de vértebras para corrigir a curvatura da coluna. 

Em vez de fazer uma incisão grande ao longo das costas, o cirurgião faz pequenas incisões e utiliza instrumentos especiais para acessar e corrigir a coluna.

Essa técnica oferece uma alternativa menos invasiva à cirurgia tradicional de fusão espinhal, com a vantagem de reduzir o tempo de recuperação e minimizar o impacto estético, já que as cicatrizes são menores.

Cirurgia de liberação posterior com técnica minimamente invasiva

Essa técnica é frequentemente utilizada em pacientes com escoliose grave, onde a liberação dos tecidos moles ao redor da coluna é necessária para permitir a correção da curvatura. 

O procedimento é feito por meio de pequenas incisões, minimizando o trauma aos músculos e tecidos ao redor da coluna. Essa abordagem pode ser combinada com outras técnicas, como a fusão vertebral, para maximizar os resultados e garantir uma correção eficaz da escoliose.

Tire suas dúvidas sobre as técnicas cirúrgicas

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Segurança máxima: a monitorização neurofisiológica intraoperatória

Um dos grandes avanços da cirurgia de escoliose é a monitorização neurofisiológica intraoperatória. Durante todo o procedimento, a função da medula espinhal e dos nervos é monitorada em tempo real por uma equipe especializada.

Esse recurso permite identificar qualquer alteração neurológica imediatamente, possibilitando ajustes na correção da curva e minimizando drasticamente os riscos neurológicos. A monitorização é hoje considerada padrão de segurança em cirurgias complexas da coluna.

A jornada de recuperação: do hospital ao retorno às atividades

A recuperação após a cirurgia de escoliose ocorre de forma progressiva. Nos primeiros dias, o paciente permanece internado para controle da dor e início da mobilização assistida. A deambulação costuma ser precoce, ainda durante a internação hospitalar.

Nas semanas seguintes, há um período de adaptação e cicatrização óssea. A fisioterapia auxilia na retomada da mobilidade e do condicionamento físico. A maioria dos pacientes retorna às atividades escolares ou profissionais em poucos meses, com liberação gradual para esportes conforme orientação médica.

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Perguntas frequentes sobre a Cirurgia de Escoliose (FAQ)

O custo envolve honorários médicos, equipe auxiliar, anestesia e materiais cirúrgicos. O valor final depende da complexidade do caso e do hospital, havendo possibilidade de reembolso.

A artrodese estabiliza apenas o segmento operado. Como outras regiões da coluna permanecem livres, a maioria dos pacientes mantém boa mobilidade global.

Em adolescentes com crescimento próximo do final, realiza-se a cirurgia definitiva. Em crianças menores, podem ser usadas hastes de crescimento para permitir o desenvolvimento da coluna.

Não. Uma vez que ocorre a fusão óssea adequada, a curvatura corrigida permanece estável e não volta a entortar.

A Cirurgia de Escoliose deve ser conduzida por um profissional com ampla experiência em deformidades da coluna, como o Dr. Denis Sakai, que atua com planejamento individualizado, técnicas modernas e foco absoluto em segurança.