Quais são os tipos mais comuns de tratamento para escoliose congênita?
O tratamento da escoliose congênita varia de acordo com diferentes fatores, como a gravidade da curvatura e a idade do paciente. Confira algumas das modalidades.
Observação e cuidados no dia a dia
Para curvas leves, o médico pode optar por monitorar a progressão da curvatura ao longo do tempo, sem intervenção imediata. Já é recomendável tomar cuidados com a postura, Evitar sobrecarga para a coluna e buscar atividades apropriadas para cada caso. Você pode conversar com o médico sobre indicações de atividades físicas, por exemplo.
Fisioterapia
Exercícios específicos podem ajudar a fortalecer os músculos das costas e cuidar da postura, proporcionando alívio dos sintomas (se houverem) e auxiliando na estabilização da curvatura.
Órteses
O uso de órteses como coletes ortopédicos pode ser recomendado, especialmente para pessoas em crescimento. Eles ajudam a controlar a progressão da curvatura.
Cirurgia
Em casos mais graves, como quando a curvatura ameaça órgãos vitais ou traz outros prejuízos para os quais métodos não cirúrgicos não são suficientes, a cirurgia é considerada.
Apoio emocional
A escoliose pode ter impactos emocionais, como na autoestima e na autoimagem, por exemplo. É muito importante considerar esses aspectos, buscando recursos e apoio, inclusive em casos de crianças e adolescentes. Um psicólogo pode trazer contribuições significativas, além de também ser importante incentivar/buscar atividades que fazem bem (dentro do que for apropriado para cada um. É possível conversar com o médico sobre o que é seguro ou não em cada caso).
Tire suas dúvidas sobre o diagnóstico do seu bebê
Opções de tratamento e cirurgia: preservando o crescimento
O objetivo do tratamento da escoliose congênita é evitar que a curva piore e, sempre que possível, preservar o crescimento da coluna e do tórax.
Em bebês e crianças pequenas, podem ser utilizados métodos como o Gesso de Mehta e coletes, principalmente em curvas selecionadas. Em casos mais complexos ou progressivos, as hastes de crescimento — tradicionais ou magnéticas — permitem guiar o crescimento da coluna sem realizar uma fusão precoce das vértebras.
A indicação do tratamento deve ser individualizada e conduzida por um especialista em deformidades pediátricas da coluna, como o Dr. Denis Sakai, com experiência em técnicas modernas e acompanhamento a longo prazo.