A instabilidade na coluna causada pelo escorregamento de uma vértebra sobre a outra pode limitar drasticamente a rotina do paciente. Seja em jovens atletas com espondilólise ou em adultos com espondilolistese degenerativa, o diagnóstico preciso do tipo e do grau de deslizamento é o primeiro passo para definir o tratamento mais eficaz e evitar a progressão da doença.

Avalie o deslizamento da sua vértebra com um especialista

Qual a diferença entre Espondilólise e Espondilolistese?

Embora os termos sejam parecidos, eles representam condições diferentes — e essa distinção é fundamental para o tratamento correto. A espondilólise é uma falha ou fratura por estresse no istmo vertebral, uma pequena região óssea da vértebra. Ela é mais comum em adolescentes e jovens esportistas, especialmente aqueles que praticam atividades com movimentos repetidos de hiperextensão da coluna, como ginástica, futebol e atletismo.

Já a espondilolistese ocorre quando há o escorregamento de uma vértebra sobre a outra, geralmente para frente. Esse deslizamento pode ser consequência direta da espondilólise ou resultar do processo degenerativo do envelhecimento, com desgaste dos discos e das articulações da coluna. Em adultos, essa forma degenerativa é uma causa frequente de dor lombar crônica e compressão dos nervos.

Assim, a espondilolistese ocorre quando uma vértebra da coluna desliza para frente em relação à vértebra adjacente. Isso pode resultar em pressão sobre os nervos espinhais, levando a sintomas como dor lombar, fraqueza nas pernas e formigamento.

Os graus de espondilolistese (Escala de Meyerding)

A gravidade da espondilolistese é avaliada pela Escala de Meyerding, que classifica o percentual de deslizamento da vértebra. Essa medida orienta tanto o prognóstico quanto a escolha do tratamento.

No Grau I, o escorregamento é de até 25%. No Grau II, varia entre 25% e 50%. Já o Grau III corresponde a deslizamentos entre 50% e 75%, enquanto o Grau IV ultrapassa 75%, configurando quadros graves de instabilidade.

De modo geral, graus I e II costumam responder bem ao tratamento conservador, enquanto graus mais elevados apresentam maior risco de progressão e comprometimento neurológico, podendo exigir tratamento cirúrgico.

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Principais sintomas e sinais de instabilidade

Os sintomas da espondilólise e da espondilolistese variam conforme o grau do deslizamento e a presença de compressão nervosa. O sintoma mais comum é a dor lombar, que tende a piorar ao inclinar o tronco para trás ou permanecer muito tempo em pé.

Também é frequente o encurtamento dos músculos das pernas, especialmente dos isquiotibiais, além de dor ciática, com irradiação para glúteos e membros inferiores. Em casos mais avançados, o paciente pode apresentar alterações na forma de caminhar, sensação de instabilidade e, raramente, perda de força ou sensibilidade nas pernas.

Tratamentos: do fortalecimento do CORE à cirurgia de artrodese

O tratamento depende da intensidade dos sintomas, do grau de deslizamento e do impacto na qualidade de vida. Em muitos casos, o primeiro passo é o tratamento conservador, com fisioterapia focada no fortalecimento do CORE (musculatura abdominal e lombar), alongamentos e adaptação das atividades físicas.

Quando a dor se torna persistente, há progressão do deslizamento ou surgem sinais neurológicos, pode ser indicada a cirurgia de artrodese da coluna. Nesse procedimento, são utilizados parafusos e hastes para estabilizar e realinhar a vértebra, eliminando o movimento anormal e aliviando a compressão dos nervos.

A avaliação criteriosa por um especialista em coluna, como o Dr. Denis Sakai, é essencial para definir o momento ideal da intervenção.

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Perguntas Frequentes (FAQ)

Sim. O fortalecimento do CORE é fundamental, mas exercícios de alto impacto ou hiperextensão da coluna devem ser evitados.

Pode haver predisposição anatômica, mas fraturas por estresse e o desgaste natural da idade são as causas mais comuns.

Em adolescentes com espondilólise aguda, o colete pode ser usado temporariamente para favorecer a cicatrização óssea.

Há risco de compressão severa dos nervos, com perda de força, dormência permanente e dificuldade de locomoção.