A Síndrome de Marfan é uma desordem genética do tecido conjuntivo que afeta múltiplos sistemas do organismo, sendo o sistema musculoesquelético um dos mais impactados. A frouxidão ligamentar associada ao crescimento excessivo dos ossos torna o monitoramento da coluna vertebral indispensável desde a infância, com o objetivo de prevenir deformidades progressivas e complicações funcionais.

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Como a Síndrome de Marfan afeta a postura e o esqueleto?

Pacientes com síndrome de Marfan apresentam características físicas bastante específicas, decorrentes da alteração do tecido conjuntivo. Uma das mais conhecidas é a dolicostenomelia, condição marcada por membros e dedos excessivamente longos em relação ao tronco.

Além disso, é comum a presença de hipermobilidade articular, o que significa articulações mais frouxas e menos estáveis. Essa característica favorece desalinhamentos posturais e aumenta o risco de deformidades da coluna, como escoliose e cifose. As deformidades torácicas, como o pectus excavatum (tórax escavado) ou pectus carinatum (tórax projetado para frente), também são frequentes e podem interferir na mecânica respiratória.

Essas alterações fazem com que a postura seja instável ao longo do crescimento, exigindo acompanhamento contínuo com um especialista em coluna.

A escoliose na Síndrome de Marfan: um desafio clínico

A escoliose associada à Síndrome de Marfan representa um desafio particular para o especialista em coluna. Diferentemente da escoliose idiopática comum, essa deformidade tende a ser mais rígida, frequentemente apresenta curvas duplas e possui um potencial de progressão muito mais rápido, especialmente durante os períodos de crescimento acelerado.

Essa evolução agressiva está diretamente relacionada à frouxidão ligamentar característica do Marfan, à fragilidade do tecido conjuntivo e às alterações estruturais das vértebras. Como consequência, a coluna perde estabilidade de forma precoce, tornando o controle da curvatura mais difícil apenas com medidas conservadoras, como o uso de coletes.

Além disso, a escoliose no Marfan costuma responder menos eficazmente ao tratamento ortopédico tradicional, o que exige vigilância mais frequente, exames de imagem regulares e decisões terapêuticas antecipadas. Em muitos casos, a indicação cirúrgica ocorre com ângulos menores do que na escoliose idiopática, justamente para evitar deformidades severas e de difícil correção no futuro.

Por esses motivos, o acompanhamento deve ser feito por um especialista em deformidades complexas da coluna, como o Dr. Denis Sakai, com experiência no manejo específico de pacientes com síndrome de Marfan, desde o diagnóstico precoce até o planejamento cirúrgico quando necessário.

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Ectasia dural: O que é e como impacta a coluna?

Uma condição frequentemente associada à síndrome de Marfan é a ectasia dural, caracterizada pelo alargamento do saco dural — estrutura que envolve a medula espinhal e as raízes nervosas dentro do canal vertebral.

Essa dilatação pode causar dor lombar crônica, sensação de peso nas costas e, em alguns casos, sintomas neurológicos. Com o passar do tempo, a ectasia dural pode provocar erosão óssea das vértebras, contribuindo para instabilidade da coluna e agravamento de deformidades já existentes.

A identificação dessa condição é fundamental no planejamento do tratamento, especialmente quando há indicação cirúrgica da coluna, pois influencia diretamente a escolha das técnicas e dos materiais utilizados.

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Perguntas Frequentes sobre Síndrome de Marfan (FAQ)

Não obrigatoriamente, mas a incidência é muito alta, em torno de 60%. Durante o crescimento, o acompanhamento anual com exames de imagem é essencial.

Devem ser evitados esportes de contato, atividades de alto impacto e exercícios que aumentem muito a pressão arterial. O ideal são atividades de baixo impacto, com fortalecimento leve e orientação médica.

O uso de colete pode ter eficácia limitada devido à frouxidão dos tecidos. A cirurgia costuma ser indicada em curvas menores do que em outros pacientes, para evitar progressão rápida.

Exige cuidados especiais. A fragilidade óssea e ligamentar demanda técnicas de fixação específicas e materiais adequados para garantir estabilidade e segurança. O acompanhamento da coluna em pacientes com Síndrome de Marfan deve ser feito por um profissional com experiência em deformidades complexas, como o Dr. Denis Sakai, que atua com avaliação individualizada e planejamento cuidadoso em cada fase da vida.